""Acho
que o maior problema que as pessoas têm para sobreviver e se darem bem numa banda se deve
ao fato de que os músicos, em sua maioria, não são o tipo de pessoa que se preocupa com
o que pensa o sujeito ao lado".
Chris
Cornell (fundador do extinto Soundgardem e ex-vocalista do Audioslave), falando sobre
a convivência em banda, dando indícios que foi este um do motivos da sua repentina
saída do super-grupo Audioslave.
B.B.
King,o rei do blues, com 81 anos ( há mais de 60 anos está no palco com sua
companheira Gibson Lucille), falando a respeito da sua decisão de não mais fazer turnês
internacionais, numa coletiva com a imprensa na cidade de São Paulo.
O desenhista e criador da capa do album "The Sgt. Pepper's Lonely
Hearts Club Band"., afirmou ao jornal britânico "The
Independent", que a imagem do líder nazista Adolf Hitler estava oculta na
capa, atrás das figuras de John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo
Starr.
A capa é composta por imagens de personalidades diversas, tais com o
ato Johnny Weissmuller, que interpretou Tarzan nos cinemas; Stan Laurel, Bob Dylan e
Marlon Brando.
Segundo ele (o desenhista), os integrantes dos Beatles, fizeram
uma lista de quem queriam ver na capa do disco.
O cantor, guitarrista e compositor John Lennon pediu itler, Jesus
Cristo e Mahatma Gandhi, mas por causa de declarações que causou polêmica com os
cristãos um ano antes, onde diziam que os Beatles eram maiores que Cristo, este logo foi
descartado. Gandhi foi apagado e Hitler, escondido.
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EDITORIAL
Veja
como são as coisas: há pouco tempo atrás estávamos perto de iniciar o ano 2000, época
em que muitos achavam que mundo se acabaria. Já estamos em 2004, quatro anos depois do
suposto fim do mundo! E aí? Já que o mundo não acabou, o que fizemos para que ele
melhorasse? Estamos colaborando para que ele não acabe?
Muitas vezes
nos pegamos reclamando de tudo e todos, sem se quer olhar para os lados e ver que não
estamos colaborando na mesma medida que temos cobrado. Nos acostumamos a reclamar e pedir
sempre a Deus que as coisas melhorem, mostrando muitas vezes nossa própria hipocrisia,
que às vezes de tão grande, nos cega e impede de enxergar um pouco além do nosso
limitado horizonte.
Desse mesmo
modo, muitas vezes nos limitamos musicalmente. Fazemos uma espécie de antijogo com nós
mesmos, fechando as portas para estilos musicais que não são exatamente aquilo que
durante muito tempo nos acostumamos a ouvir, tocar e bater no peito que é a nossa
influência. Não é apenas por que os tempos são outros que devemos nos reciclar
musicalmente, é apenas para que nossas cabeças tenham um algo mais para acrescentar e
mudar este ostracismo musical que diariamente somos submetidos.
Pare e pense:
o que Steve Vai faz ouvindo musica clássica, já que ele não tem nada a ver com este
estilo musical? E Corey Glover (Living Colour), o que faz ouvindo jazz? Fazem exercícios
de sabedoria! É através destes estilos tão dispares (comparados ao rock e suas diversas
vertentes) que eles e muitos outros colhem informações e após "digeridas",
aplicam sem medo nem piedade no seu modo de tocar, cantar, produzir e influenciar muitos
músicos por aí. É uma receita muito simples, que eu diria até ingênua: não ter
preconceito!
Não
deixe de lado a arte em prol do preconceito. Abra a mente e veja que quem está perdendo e
sendo prejudicado é apenas você. O mundo hoje, apesar de ótimos músicos e cantores, é
carente de uma renovação musical, que é um processo contínuo, mas que muitas vezes
demora um pouco para receber um novo boom musical. Nos anos 80 foi a new age e a guitarra
virtuose "a la Eddie Van Halen". Nos anos 90, foi a vez do grunge. E nos anos
2000, de quem será a vez? Da ausência de criatividade, originalidade e amor a arte?
Espero que não!
A arte está
em nossas mãos! Se não somos capazes de fazê-la bem feito, vamos mudar a rota e partir
outra, mas se optamos em tê-la como instrumento de avanço, progresso cultural e até
mesmo pessoal, vamos fazer bem feito. Temos ferramentas para isso. Temos um metrônomo
batendo dentro do peito! O que mais falta?
Um forte
abraço a todos e me perdoem se fui muito agressivo, mas acho que não perdemos em
potencial musical para nenhum país do mundo, muito pelo contrário, acho que nossa
diversidade musical é o fator que deve fazer com que sempre estejamos evoluindo, mas
talvez não esteja sendo bem utilizado. Pense nisso.
Márcio de Luca (Editor do Deforma,
é guitarrista da banda paulista Socco)